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Mesmo sem ‘estoque’, cidades da Argentina exportam médicos para o Brasil

Embora uma das bases do programa Mais Médicos seja o código de recrutamento de profissionais da Organização Mundial da Saúde, que permite a atuação de estrangeiros em países com proporção profissional/habitante menor que em sua terra natal, esta condição está afetando áreas de um país com quase que o dobro da nossa proporção de médicos. Na Argentina, cidades fronteiriças com o Brasil estão preocupadas com o êxodo de profissionais em busca de um salário melhor oferecido pelo projeto do governo federal.

Em El Soberbio, três dos oito médicos do principal hospital público se inscreveram no programa. O município possui 67.698  habitantes e faz fronteira com o Rio Grande do Sul. Oscar Ahuad, ministro da Saúde (equivalente a secretário) da província de Misiones, onde está localizado o município, afirmou, em reportagem ao jornal argentino “Clarín”, que considerava pedir ao governo provincial que uma queixa formal fosse formulada ao Brasil sobre o assunto.

O ministro foi procurado pela reportagem do UOL, por telefone, diversas vezes nos últimos cinco dias, para confirmar a informação, mas não atendeu ou retornou as ligações.

De acordo com Ricardo Vargas, funcionário administrativo do hospital de El Soberbio, a saída dos médicos não prejudicaria o funcionamento da instituição, pois seriam substituídos com facilidade. No entanto, a afirmação não corresponde à queixa do ministro da Saúde de Misiones ao jornal argentino.

No Brasil há 1,8 médico por mil habitantes, enquanto na Argentina esta proporção chega a 3,2. Entretanto, as diferenças entre capitais e interior são comuns a ambos os países. Em Posadas, capital de Misiones, segundo o Colégio de Médicos local, há um profissional para cada 196 habitantes. Já na região da fronteira, em locais como El Soberbio, o número chega a cerca de 1.400 moradores por médico.

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Fonte: Maria Martha Bruno – UOL - 

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